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Justiça do Distrito Federal multa big techs e estúdios de jogos em R$ 298 milhões

Justiça do Distrito Federal multa big techs e estúdios de jogos em R$ 298 milhões
Publicado por Robson Lemes em 16 de junho de 2026 às 16:15.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por meio da 1ª Vara da Infância e da Juventude do DF, condenou grandes empresas de tecnologia e desenvolvedoras de jogos a pagar R$ 298 milhões em indenizações por danos morais coletivos. A decisão, publicada em junho de 2026, considerou que o uso de loot boxes em diversos títulos configura estímulo a práticas de jogo de azar e afeta principalmente o público infantojuvenil.

Loot boxes são caixas virtuais oferecidas em jogos digitais cujas recompensas só ficam conhecidas após o pagamento. Itens como “skins”, armas especiais e bônus de progressão são sorteados de forma aleatória, o que, segundo especialistas em saúde mental, aciona circuitos de recompensa semelhantes aos de apostas em cassinos, podendo gerar vício e outros comportamentos prejudiciais.

A ação civil pública foi movida pela Associação Nacional dos Centros de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Anced) e atingiu empresas como Activision, Nintendo, Riot Games, além de plataformas que hospedam os jogos, como Apple (App Store), Google (Play Store) e Microsoft (Microsoft Store).

Valores das indenizações

  • Apple: R$ 50 milhões
  • Microsoft: R$ 50 milhões
  • Google: R$ 40 milhões
  • Sony: R$ 40 milhões
  • Tencent: R$ 50 milhões
  • Ubisoft: R$ 10 milhões
  • Valve: R$ 10 milhões
  • Riot Games: R$ 15 milhões
  • Electronic Arts: R$ 20 milhões
  • Konami: R$ 8 milhões
  • Nintendo: R$ 5 milhões

A soma total das multas alcança R$ 298 milhões, valor que será destinado ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal. Além das indenizações financeiras, a sentença impõe obrigações às empresas: informar claramente o caráter aleatório das recompensas, adotar sistemas de verificação de idade dos usuários e disponibilizar mecanismos de reembolso de forma acessível.

O entendimento dos magistrados baseou-se no Estatuto da Criança e do Adolescente e no ECA Digital, que passou a vigorar em março de 2026 para regulamentar a proteção de menores no ambiente virtual. Segundo o advogado Márlon Reis, representante da Anced, a decisão representa um avanço na preservação dos direitos dos jovens contra práticas potencialmente nocivas em jogos eletrônicos.

Todas as partes condenadas ainda podem recorrer da sentença. O número do processo é 0701554-83.2021.8.07.0013.

Com informações de Tecnoblog

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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