Em 5 de julho de 2026, um tribunal federal dos Estados Unidos decidiu suspender temporariamente os efeitos de uma lei que limitava a atuação de lobistas da Alibaba Group Holding Ltd. A medida foi adotada enquanto o Judiciário avalia a constitucionalidade da norma, criada diante de preocupações sobre eventuais conexões de empresas chinesas com atividades militares na China.
Suspensão provisória e fundamentos
A decisão, proferida pelo Tribunal Distrital do Norte da Califórnia, atende a um pedido apresentado pela própria Alibaba. A empresa buscava impedir a aplicação imediata da restrição, que proíbe que o Departamento de Defesa dos EUA contrate lobistas que também representem companhias incluídas em listas restritivas relacionadas a supostos vínculos com o setor militar chinês.
Enquanto o mérito da ação é analisado, a Alibaba não será enquadrada como empresa ligada ao complexo militar da China para fins de cumprimento da norma. A suspensão permanecerá em vigor até que o tribunal se pronuncie definitivamente sobre a questão ou até 60 dias após a realização de uma audiência, prevalecendo o que ocorrer primeiro.
Impacto no mercado de lobby em Washington
Desde a aprovação da legislação, vários escritórios de influência política em Washington interromperam contratos com companhias chinesas, incluindo a Alibaba, para evitar penalidades e conflitos com as novas restrições. A norma, sancionada em meio a dúvidas sobre o envolvimento de grupos asiáticos com o setor de defesa do país, passou a ser tratada como questão de segurança nacional pelos legisladores norte-americanos.
O ponto central da regra determinava que o Pentágono não poderia contratar empresas representadas por lobistas que atuassem simultaneamente para entidades apontadas como sensíveis pelo governo dos EUA. A exigência forçou empresas de lobby a escolher entre clientes pontuais ou abandonar contratos com organizações asiáticas afetadas.

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A suspensão, embora temporária, alivia imediatamente a pressão sobre a atuação de lobistas da Alibaba em Washington e impede que o grupo seja oficialmente considerado como vinculado ao setor militar chinês, ao menos até o desfecho do processo que testa a constitucionalidade da medida.
Com informações de Olhardigital


