Na madrugada desta segunda-feira (1º de junho), às 1h32 (Brasília UTC-3), a Lua atingiu o apogeu, o ponto de sua órbita mais afastado da Terra. Segundo dados da plataforma InTheSky.org, nesta posição o satélite natural chegou a cerca de 406.700 km do nosso planeta – valor médio que sofre influência de variações gravitacionais.
Já no fim do dia, às 19h26, o astro também passou pelo afélio, ponto em que se encontra mais distante do Sol. Nessa ocasião, a Lua esteve a 1,0166 unidade astronômica (UA) da nossa estrela, aproximadamente 152,5 milhões de quilômetros de distância.
A órbita lunar não é circular, mas elíptica, o que faz com que a distância entre Terra e Lua oscile todo mês entre cerca de 356.500 km no perigeu e 406.700 km no apogeu. “Esses valores são médios porque, na prática, variam bastante devido às influências gravitacionais do Sol e dos outros planetas do Sistema Solar”, afirma Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon).
Ciclo orbital e variações observáveis
Além da distância, o tamanho angular aparente da Lua e seu brilho também mudam conforme ela percorre as diferentes fases. No entanto, essas alterações costumam passar despercebidas pelo olho humano, já que as fases lunares estão em constante transição.
O tempo que a Lua leva para completar um ciclo entre perigeu, apogeu e perigeu novamente é chamado de mês anomalístico, com duração média de 27,55 dias. Esse período é ligeiramente maior que seu mês sideral ou período orbital em torno da Terra, que corresponde a 27,322 dias.
Imagem: Imagem gerada por IA/Gemini
Em cada lunação, que dura em média 29,5 dias, o satélite passa pelas fases nova, crescente, cheia e minguante, cada uma estendendo-se por aproximadamente uma semana. Entre essas etapas principais, há também marcos intermediários, como os quartos crescente e minguante e as fases gibosas, que representam transições graduais no ciclo de iluminação lunar.
Com a Lua em apogeu e afélio nesta segunda-feira, astrônomos amadores e profissionais aproveitam para observar essas sutis variações na posição e no aspecto do satélite, reforçando a importância de acompanhar seus movimentos para entender melhor a dinâmica do Sistema Solar.
Com informações de Olhardigital