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Menos de 20% dos usuários de wearables compartilham dados de saúde com médicos, aponta estudo

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Publicado por Robson Lemes em 13 de junho de 2026 às 08:35.

A participação de aparelhos como smartwatches e pulseiras fitness no monitoramento de saúde nos Estados Unidos passou de 30,2% em 2020 para 41% em 2024, mas apenas 19,2% dos usuários repassaram informações coletadas a profissionais de saúde. A constatação é de um levantamento com 17.395 participantes liderado pela cientista brasileira Aline Pedroso, da Escola de Medicina de Yale.

O que são dispositivos vestíveis?

Wearables, ou dispositivos vestíveis, incluem relógios inteligentes, pulseiras de atividade, anéis e fones com sensores. Esses equipamentos registram indicadores como batimentos cardíacos, saturação de oxigênio no sangue e temperatura corporal, permitindo ao usuário acompanhar atividades físicas e padrões de sono ao longo do dia.

Evolução do uso e do compartilhamento de dados

Segundo dados do Health Information National Trends Survey, estudos populacionais patrocinados por institutos de saúde dos EUA desde 2003, o percentual de pessoas que utilizam wearables para monitorar saúde ou exercício subiu de 30,2% em 2020 para 36,7% em 2022 e atingiu 41% em 2024. No mesmo período, o índice de quem compartilhou essas informações com médicos avançou de 14,2% para 19,2%.

Embora a maioria dos entrevistados manifeste interesse em dividir os registros — 81,3% em 2020, 78,7% em 2022 e 73,4% em 2024 — o envio efetivo de dados ainda permanece abaixo de 20%.

Principais barreiras para o envio de informações

O estudo aponta que a falta de integração entre os sistemas de saúde e a inexistência de padrões nos aplicativos dificultam o recebimento e a análise dos dados. Hospitais e consultórios nem sempre dispõem de infraestrutura para processar e interpretar o grande volume de registros gerados pelos wearables.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Uso diário dos dispositivos

A frequência de uso também tem apresentado variações: em 2020, 50,5% dos usuários acionavam os dispositivos diariamente, recuando para 41% em 2022 e subindo para 45,6% em 2024. Essa irregularidade compromete a geração de um histórico contínuo capaz de apoiar o diagnóstico e a prevenção de doenças.

Para fabricantes, o futuro dos wearables deve incluir mais recursos de inteligência artificial e processamento local de dados, visando otimizar a utilidade desses aparelhos no acompanhamento da saúde.

Com informações de Tecnoblog

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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