Durante a Semana de Ação Climática em Londres, o secretário-geral da ONU, António Guterres, instou as principais empresas de inteligência artificial (IA) a revelar publicamente o custo ambiental total de seus sistemas. A solicitação inclui dados sobre emissões de CO₂, consumo de água, uso do solo e impacto dos data centers nas redes elétricas locais.
Iniciativa de Transparência Ambiental em IA
A ONU lançou a Iniciativa de Transparência Ambiental em IA com o objetivo de exigir que as empresas demonstrem sua contribuição para problemas globais antes de apresentarem a IA como solução. Segundo o programa, só será possível avaliar a real eficiência dessas tecnologias se houver divulgação completa dos recursos consumidos e das emissões geradas.
Crescimento do consumo de energia
Em relatório divulgado em 2023, a ONU projeta que o consumo de eletricidade associado à IA pode dobrar até 2030, atingindo cerca de 3% de toda a energia elétrica produzida mundialmente. O documento alerta que ganhos de eficiência nos modelos de IA não implicam necessariamente redução do impacto ambiental, pois o fenômeno conhecido como paradoxo de Jevons faz com que o uso total de processamento aumente conforme cada operação fica mais barata e rápida.
Empresas investem em infraestrutura própria
Pressão para detalhar consumo de água
Em 2025, Amazon, Google e Microsoft consumiram quase 1 trilhão de litros de água em seus data centers, considerando uso direto na refrigeração e consumo indireto vinculado à geração de eletricidade. Acionistas das três empresas exigem agora relatórios que detalhem o uso hídrico por unidade, considerando que o impacto varia conforme a disponibilidade local do recurso.

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Desafios de refrigeração de chips
Além da energia, o calor gerado por aceleradores de IA vem se tornando um obstáculo crescente. Pesquisadores do KAIST desenvolveram um chip com microcanais no silício para circulação de água, capaz de dissipar mais de 2.000 watts por centímetro quadrado e manter temperaturas abaixo de 100 °C com baixo consumo de energia. A tecnologia pode reduzir o gasto energético com refrigeração e permitir maior densidade computacional nos próximos data centers.
Com informações de Hardware

