Na manhã de 2 de junho, a Polícia Federal lançou a Operação Linha Fantasma para desarticular um esquema que criava centrais telefônicas falsas sob o pretexto de pertencer a bancos e instituições financeiras. Os criminosos enviavam SMSs fraudulentos informando supostas transações suspeitas e usavam números iniciados por 0800 para induzir as vítimas a realizar contato e fornecer dados pessoais e bancários.
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Feira de Santana (BA) e outro na cidade de São Paulo. Ainda no âmbito da operação, a Justiça Federal de Sorocaba expediu duas ordens de prisão temporária e vieram à tona dois casos de prisão em flagrante, totalizando quatro detenções.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder pelos crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações continuam em sigilo para identificar eventuais novos envolvidos e outras práticas ilícitas.
Como funcionava o golpe
A investigação teve início a partir de informações fornecidas por uma operadora de telefonia não identificada, que detectou o envio em massa de mensagens falsas sobre compras ou saques não reconhecidos. Ao seguirem as instruções do SMS, as vítimas eram levadas a ligar para números que simulavam centrais de atendimento de bancos.
Durante as ligações, os golpistas orientavam os clientes a informar senhas, códigos de verificação e dados pessoais. Com essas informações em mãos, integrantes do esquema conseguiam acessar contas bancárias, transferir recursos e movimentar valores de forma fracionada, dificultando o rastreamento pelos órgãos de controle.
Imagem: Imagem ilustrativa
Estrutura do grupo e suspeitas de lavagem
As apurações indicam que o grupo criminoso montou empresas legalmente registradas e investiu em infraestrutura tecnológica para dar aparência de legitimidade à operação. Além disso, foram encontrados indícios de que as transferências financeiras ocorriam em pequenas parcelas, estratégia comum em esquemas de lavagem de dinheiro para evitar a atenção de autoridades.
Com a desarticulação da rede, a Polícia Federal espera coibir a atuação de quadrilhas especializadas em golpes bancários e reforçar a segurança dos usuários de serviços financeiros. O trabalho segue em parceria com instituições financeiras e operadoras de telefonia para bloquear números suspeitos e prevenir novas fraudes.
Com informações de Tecnoblog
