Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) com corte em abril de 2026 apontam que a Claro é a principal fornecedora de banda larga fixa no Brasil, com 10.759.841 acessos, o que equivale a 19,2% de participação no mercado. Esse desempenho mantém a operadora à frente das concorrentes nacionais.
A Vivo ocupa a segunda colocação, reunindo 8.278.325 assinantes (14,8%), enquanto a Oi aparece em terceiro lugar, com 3.510.892 acessos, representando 6,3% do total registrado. A diferença entre as três maiores operadoras e as demais empresas do setor evidencia a força concentrada no topo do setor.
Desempenho das principais regionais
No ranking das dez maiores fornecedoras, as posições de quatro a oito são preenchidas por provedores regionais. A Brisanet surge em quarto lugar, com 1.572.321 acessos (2,8%), seguida pela Brasil Tecpar, que contabiliza 1.377.335 assinantes (2,5%). Logo atrás vêm Giga Mais Fibra (1.345.500 acessos e 2,4%), Vero (1.314.714 e 2,3%) e Desktop (1.203.793 e 2,1%).
Fecham o top 10 a TIM, com 893.526 acessos (1,6%), e a Unifique, com 882.874 assinantes (1,6%). Embora a somatória das operadoras regionais após a terceira posição ultrapasse as grandes marcas nacionais — quando consideradas em conjunto —, individualmente cada uma delas ainda figura abaixo de Claro, Vivo e Oi.
Concentração de mercado e HHI
Ao final de 2025, a Anatel registrou aproximadamente 53,9 milhões de acessos de banda larga fixa no país. O Índice de Herfindahl-Hirschman (HHI), que mede a concentração de mercado, ficou em 0,0727, bem abaixo do limite regulatório de 0,1500 estipulado até 2027. Esse indicador revela um setor com nível moderado de pulverização, graças à atuação de diversas prestadoras de diferentes portes.
Satisfação dos consumidores
Pesquisa divulgada pela Anatel em março de 2026, baseada em entrevistas com 58.527 usuários realizadas entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, apontou que o Índice de Satisfação Geral do serviço de banda larga fixa alcançou 7,51. O resultado superou a meta de 7,5 estabelecida no planejamento estratégico da agência.
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A agência ressalta, porém, que a informação clara ao consumidor segue como ponto crítico do mercado. Em maio de 2026, Cristiana Camarate, superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, destacou a necessidade de transparência e comunicação objetiva para que o assinante compreenda exatamente o que está contratando.
Velocidade média e tecnologia
Segundo dados da Ookla, a velocidade média da banda larga fixa no Brasil chegou a 223,52 Mbps, colocando o país na 27ª posição no ranking global e superando nações como Alemanha (103,86 Mbps), Itália (120,15 Mbps) e México (113,24 Mbps). Em abril de 2021, a média brasileira era de 90,30 Mbps.
A adoção de fibra óptica também tem avançado: atualmente, 80,2% dos acessos utilizam essa tecnologia, contra 70% em 2024. Pequenas e médias operadoras respondem por cerca de 60% do segmento de fibra no país, e 91% dessas empresas já operam exclusivamente com essa infraestrutura.
Com informações de Hardware
