A Samsung anunciou, em julho, um aumento significativo nos valores de seus chips de memória na Coreia do Sul. A medida resultou em uma valorização recorde para os módulos DDR4 de 16 GB, cujo preço médio subiu de US$ 105,70 para US$ 126 em apenas 30 dias, um crescimento de 19%.
Esse reajuste surpreende ao superar o encarecimento da tecnologia mais recente: os módulos DDR5 registraram elevação de 10% no mesmo período. Tradicionalmente, o mercado de memórias tende a priorizar a alta de produtos mais novos, mas, desta vez, a geração anterior apresentou valorização mais agressiva.
O movimento é atribuído à retomada da produção de processadores de gerações anteriores da Intel, que voltou a demandar quantidades maiores de memória DDR4. Com isso, fornecedores e fabricantes de placas-mãe e sistemas desktop passaram a recompor estoques, pressionando os preços para cima.
Analistas do setor batizaram a atual turbulência nos custos de módulos de memória como “RAMpocalypse”. Segundo eles, o fenômeno está marcando uma fase de instabilidade generalizada, afetando tanto a tecnologia DDR4 quanto a DDR5. A flutuação de valores tem chamado a atenção de integradores de sistemas e consumidores finais.
Na prática, o reajuste impacta montadoras de computadores, revendas e entusiastas de hardware, que acompanham de perto as oscilações para decidir o melhor momento de compra. Embora o mercado não apresente, até o momento, projeções claras de quando os preços poderão se estabilizar, o aumento abrupto já provoca reflexos nos custos finais de montagem de máquinas.

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Com a demanda por chips mais antigos em alta, mercados regionais e distribuidores internacionais monitoram as próximas decisões dos grandes fabricantes, cientes de que novos ajustes podem ocorrer caso a produção de CPUs herdadas continue em ritmo acelerado.
Com informações de Tudocelular
