O Spotify anunciou em 26 de maio o lançamento de um recurso que permite aos usuários ouvir artigos de revistas em formato de áudio, disponível em mercados onde o serviço de audiolivros já opera, mas ainda sem previsão de chegada ao Brasil.
O catálogo inicial reúne mais de 650 reportagens de publicações como Wired, Rolling Stone, The Atlantic e Vogue. Cada narração pode chegar a até duas horas de duração, segundo informações divulgadas pela empresa.
Como funciona
No modelo Premium, os assinantes desses países contam com o acesso aos artigos narrados sem custos extras, pois o tempo de reprodução é contabilizado dentro da cota mensal dedicada aos audiolivros. Já quem usa a versão gratuita precisa pagar US$ 1,99 (aproximadamente R$ 10) por cada reportagem ouvida, conforme apurou o site The Verge.
Os países contemplados incluem mercados da América do Norte, Europa e Oceania, onde o Spotify já oferece o serviço de audiolivros. A empresa reforçou que não há previsão oficial para estender a novidade ao público brasileiro.
Estratégia de expansão
A introdução de artigos narrados faz parte de uma estratégia mais ampla para aumentar o engajamento na plataforma. A ideia é que a experiência com reportagens em áudio funcione como porta de entrada ao consumo de livros completos.
Na semana anterior ao anúncio, o Spotify já havia apresentado novos recursos de inteligência artificial para audiolivros e podcasts, além de firmar parceira com a Universal Music.
Imagem: Imagem ilustrativa
Durante evento para investidores, a companhia reafirmou a meta de atingir 1 bilhão de usuários e gerar US$ 100 bilhões em receita até 2030. A empresa pretende se tornar uma plataforma mais interativa, superando o modelo passivo de streaming.
Um ponto não detalhado na divulgação foi a origem das vozes usadas nas narrações. O Spotify não esclareceu se a gravação foi feita por locutores profissionais ou se utilizou tecnologia de inteligência artificial — recurso que a empresa já ensaia em projetos de podcasts personalizados.
Até o momento, tanto o serviço de audiolivros quanto a nova função de artigos narrados seguem indisponíveis no Brasil, permanecendo restritos a mercados selecionados.
Com informações de Tecnoblog
