TRANSMISSÃO: Band | Space
A SpaceX, por meio de sua subsidiária Starlink, informou investidores que estuda oferecer um serviço de telefonia móvel para consumidores nos Estados Unidos, revelou reportagem do Financial Times nesta sexta-feira (26). Caso se concretize, a iniciativa colocará a empresa de Elon Musk em competição direta com operadoras como Verizon, AT&T e T-Mobile.
Apresentação a investidores
Atuação atual como complemento
Hoje, a Starlink já fornece conectividade móvel via satélite para telefones em parceria com a T-Mobile. Nesse modelo, a operadora cuida da assinatura, cobrança e suporte, enquanto o sinal é proveniente da constelação de satélites da SpaceX para cobrir áreas sem cobertura terrestre.
Rede própria e espectro adquirido
Shotwell também mencionou aos investidores a possibilidade de construir uma rede móvel terrestre nos Estados Unidos, capaz de atender a tráfego intenso em áreas urbanas. Para viabilizar essa operação, a SpaceX investiu cerca de US$ 19,6 bilhões na compra de licenças de espectro junto à EchoStar em 2025, divididos em US$ 17 bilhões em setembro e US$ 2,6 bilhões em novembro.
As faixas incluem os blocos AWS-4 e H-Block, que permitem comunicação via satélite e terrestre. A transação foi aprovada pela Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) em maio de 2026, com conclusão prevista para o fim de 2027, e inclui o uso da rede Starlink pela EchoStar para atender clientes da Boost Mobile.
Motivação financeira
O mercado de telefonia móvel nos EUA reúne centenas de milhões de assinantes e movimenta dezenas de bilhões de dólares por ano, um volume significativamente superior ao de banda larga via satélite, onde a Starlink já atua. A corretora Oppenheimer estima que um serviço móvel autônomo da Starlink poderia competir em um setor avaliado em US$ 1,6 trilhão no país.

Imagem: Imagem ilustrativa
Atualmente, o Direct to Cell sai de graça para quem tem o plano mais caro da T-Mobile e custa cerca de US$ 15 mensais para os demais assinantes, reforçando seu caráter de complemento e não de serviço principal.
Cenário no Brasil
No Brasil, Vivo, Claro e TIM ainda não fecharam contrato com a Starlink para o Direct to Cell, embora a empresa possua licenças de Serviço Móvel Global por Satélite (SMGS) e de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, afirmou em fevereiro de 2026 que o país tem condições de liderar a América Latina em conexão direta via satélite, aproveitando sua extensa área territorial. Na região, o Chile mantém a primeira operação ativa desse tipo.
Por ora, trata-se de um plano apresentado a investidores, sem definição de preço ou data de lançamento.
Com informações de Mundoconectado



