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Super El Niño no Pacífico Equatorial registra oceanos 6 °C acima da média

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Publicado por Robson Lemes em 7 de junho de 2026 às 11:34.

Satelites e radares indicam formação de um Super El Niño no Oceano Pacífico Equatorial. Entre abril e maio, as temperaturas subsuperficiais ultrapassaram em até 6 °C a média histórica, de acordo com dados da Deutsche Welle. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima 90% de chance de consolidação do fenômeno nos próximos meses.

O aquecimento gradual de 0,5 °C observado na superfície do mar desde fevereiro sinaliza o início do evento climático. Especialistas ressaltam que a intensidade final dependerá do local onde o calor se concentrar, podendo variar de moderada a forte e elevar riscos em várias regiões do globo.

Impactos previstos no Brasil

Conforme projeções do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), liderado pelo coordenador-geral José Marengo, a Região Sul deverá enfrentar volumes de chuva acima do normal já na primavera. Já as regiões Norte e Nordeste podem ter agravamento da seca durante o inverno e início do verão.

O Congresso Nacional manifesta preocupação com possíveis prejuízos ao agronegócio e à população local. Mesmo com cenário instável, a safra brasileira de grãos está estimada em 356 milhões de toneladas, 1,2% superior ao ciclo anterior, segundo projeções oficiais.

Memória recente e falta de verbas

O último El Niño, entre 2023 e 2024, figurou entre os cinco mais intensos já registrados. Naquele período, eventos extremos causaram a pior inundação da história do Rio Grande do Sul. Apesar dos alertas, o investimento em prevenção permanece baixo em áreas críticas.

Em Santa Catarina, que decretou estado de alerta climático até novembro, apenas 15,4% da verba de Defesa Civil foi executada em 2025. Para a reforma de barragens, o montante empenhado alcançou apenas 0,66%, conforme o Sistema Integrado de Planejamento e Gestão Fiscal catarinense.

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Imagem: Shutterstock

Monitoramento e desafios na adaptação

A Defesa Civil da União informou que acompanha em tempo real as condições climáticas junto a estados e municípios, mas admitiu não dispor de prognóstico definitivo sobre os impactos finais. Para especialistas do Cemaden, a preparação deveria ser contínua e estruturada.

O sociólogo Victor Marchezini defende ações permanentes de fortalecimento da infraestrutura urbana, em vez de estratégias exclusivamente emergenciais. Representantes de movimentos sociais destacam a vulnerabilidade das periferias, que seguem sem investimento público suficiente para adaptação.

O avanço do Super El Niño reforça a necessidade de ampliar o monitoramento e a alocação de recursos, a fim de reduzir riscos e fortalecer a resiliência das comunidades.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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