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Telescópio James Webb identifica assimetria entre amanhecer e entardecer no exoplaneta WASP-121 b

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O Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, capturou pela primeira vez diferenças significativas na atmosfera do exoplaneta WASP-121 b entre as zonas de amanhecer e entardecer. O resultado, publicado em junho de 2026 na revista Nature Astronomy, confirma previsões de modelos teóricos sobre planetas ultraquentes.

O estudo foi conduzido por Cyril Gapp, doutorando no Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha. Aproveitando a sensibilidade do James Webb a variações sutis de luz infravermelha durante o trânsito do planeta, a equipe analisou a absorção da radiação ao longo das diferentes regiões atmosféricas nos momentos de início e fim do dia.

Observações revelam contraste entre as terminadores

Durante a passagem de WASP-121 b em frente à sua estrela, os instrumentos do JWST registraram que a região do entardecer absorve mais infravermelho do que a do amanhecer. Essa discrepância reflete desigualdades de temperatura e composição química impulsionadas por ventos intensos que transportam calor do lado iluminado para o oposto escuro do planeta.

No entardecer, as correntes carregam energia suficiente para elevar a temperatura acima dos 2.770 kelvin (cerca de 2.500 ºC), enquanto no amanhecer a média cai para aproximadamente 1.000 kelvin (725 ºC). O aquecimento faz com que os gases se expandam, aumentando o volume atmosférico e intensificando a absorção de luz na zona do entardecer.

Os cientistas também detectaram variações em compostos como monóxido de carbono, cujo sinal se tornou mais forte na região mais quente, e uma redução real de moléculas de água em alturas superiores da atmosfera, atribuída à quebra das ligações pela alta temperatura.

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Imagem: Patricia Klein e MPIA

Modelos e hipótese de nuvens minerais

Para interpretar as diferenças, os pesquisadores compararam os dados com simulações de circulação atmosférica. Embora os modelos conseguissem reproduzir parte do efeito, a intensidade observada exigiu considerar a presença de nuvens formadas por silicatos vaporizados no amanhecer. Essas nuvens, hipotetizam, poderiam bloquear parte da radiação das camadas mais quentes, fazendo a região parecer mais fria.

Ainda sem confirmação definitiva, essa hipótese aponta para a necessidade de observações adicionais e modelos mais detalhados. A metodologia usada neste estudo abre caminho para investigações semelhantes em outros exoplanetas ultraquentes, permitindo entender melhor a dinâmica de atmosferas submetidas a condições extremas além do Sistema Solar.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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