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Velas solares despontam como alternativa para impulsionar missões no Sistema Solar

LightSail 2
Publicado por Robson Lemes em 3 de junho de 2026 às 20:37.

Pesquisadores de várias instituições trabalham no desenvolvimento de velas solares, tecnologia que utiliza a pressão da luz para impulsionar espaçonaves e pode revolucionar a exploração do Sistema Solar nas próximas décadas.

Como funciona a vela solar

Uma vela solar é formada por uma membrana ultrafina e reflectiva, capaz de converter o impacto dos fótons em empuxo contínuo. Diferente dos foguetes convencionais, que precisam de grandes estoques de combustível, naves equipadas com esse sistema podem acelerar enquanto permanecem expostas à luz solar, reduzindo o peso e o custo das missões.

Experimentos já realizados

Missões demonstraram na prática a eficácia da tecnologia. Em 2010, a agência espacial japonesa lançou a Ikaros, que instalou uma vela de 14 metros quadrados e viajou até as proximidades de Vênus. Em 2019, a Planetary Society testou o LightSail 2, provando que a pressão da luz pode alterar gradualmente a órbita de uma espaçonave ao redor da Terra.

Estudo prevê viabilidade em 10 a 20 anos

Um levantamento coordenado pelo engenheiro Debdut Sengupta, do Imperial College London, concluiu que várias aplicações práticas das velas solares podem ser implementadas entre 2036 e 2046. A pesquisa avaliou o estágio de desenvolvimento de materiais ultraleves e estratégias de implantação, apontando que desafios técnicos já estão próximos de serem superados.

Projetos promissores

O estudo analisou três iniciativas representativas. O Breakthrough Starshot propõe usar um conjunto de lasers para acelerar sondas minúsculas rumo à Proxima Centauri, embora seu financiamento esteja suspenso desde 2025. O projeto Svarog, também do Imperial College, prevê um “mergulho solar” para aproveitar a intensa radiação do Sol antes de lançar a nave à heliopausa. Já o Solar Cruiser, da NASA, planejava posicionar uma vela de 40 metros entre a Terra e o Sol para monitoramento solar, mas foi encerrado em 2023.

Desafios técnicos

Entre as principais dificuldades estão a resistência a altas temperaturas durante passagens próximas ao Sol e a construção de velas gigantescas, que podem alcançar milhares de metros quadrados. Materiais como nitreto de silício e nitreto de titânio, com espessuras de micrômetros, são estudados para garantir reflexividade e dissipação de calor. Além disso, é preciso projetar mecanismos que permitam dobrar e esticar as velas sem deformações após o lançamento.

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Imagem: xnk / Shutterstock

Potenciais aplicações

Especialistas apontam que as velas solares podem servir a tarefas de monitoramento do clima espacial, fornecendo alertas antecipados sobre tempestades solares que ameaçam satélites e redes terrestres. Outra aplicação seria posicionar sondas em órbitas polares ao redor do Sol, missão atualmente inviável com foguetes tradicionais pela alta demanda de combustível.





Se os avanços tecnológicos prosseguirem, as velas solares devem evoluir de experimentos científicos a ferramentas cotidianas para missões ao Sol, planetas externos e regiões longínquas do Sistema Solar, oferecendo trajetórias mais rápidas, econômicas e sustentáveis.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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