O WhatsApp entrou com uma ação nesta semana na Justiça dos Estados Unidos solicitando que o NSO Group, empresa israelense desenvolvedora do software espião Pegasus, seja declarado em desacato. Segundo a plataforma, o grupo teria descumprido uma liminar permanente que o proibia de mirar o aplicativo e seus usuários com qualquer tipo de ataque.
A medida judicial acontece após o WhatsApp identificar e interromper diversas tentativas de ataques de phishing atribuídas à NSO. De acordo com a empresa de mensagens, as investidas usavam engenharia social para atrair vítimas a clicar em links maliciosos, que redirecionavam usuários a sites externos preparados para coletar dados e infectar dispositivos.
Em decisão anterior, proferida por um tribunal federal dos EUA, ficou constatado que o NSO Group infringiu leis federais e estaduais destinadas a proteger sistemas de informação contra invasões. Na ocasião, o juízo entendeu que a companhia já tinha sido proibida de desenvolver ou utilizar ferramentas capazes de interceptar comunicações de usuários do WhatsApp.
O WhatsApp afirma ter detectado os ataques após monitorar relatos de clientes sobre mensagens suspeitas que simulavam avisos oficiais do aplicativo. A plataforma bloqueou imediatamente os domínios envolvidos e impediu o avanço das tentativas de phishing, além de banir contas e grupos de teste que teriam sido criados pela própria NSO para ajustar seus métodos de invasão.
O NSO Group integra desde 2019 a lista negra do governo americano por realizar ações consideradas contrárias à segurança nacional. A inclusão no chamado “Entity List” restringe o acesso da empresa a tecnologias e componentes fornecidos por companhias dos Estados Unidos.

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Com o novo pedido, o WhatsApp busca reforçar a tutela jurídica existente e punir eventuais descumprimentos da ordem judicial. A ação espera garantir que não haja novas tentativas de exploração do serviço de mensagens e proteger a privacidade de milhões de usuários globalmente.
O processo corre em sigilo de justiça, mas indica o intensificado embate entre grandes plataformas de comunicação e fornecedores de softwares de vigilância.
Com informações de Tudocelular
