A Xiaomi levou ao Eletrolar Show 2026, em São Paulo, a MIJIA Electric Exercise Bike, bicicleta ergométrica que converte o esforço do usuário em eletricidade para recarregar smartphones. O equipamento, já disponível na China desde 2023, esteve exposto no estande da marca entre 22 e 25 de junho, no Anhembi Expo.
Como funciona a recarga
O sistema conta com um dínamo acoplado ao conjunto de pedais. A partir de 60 rotações por minuto (rpm), o gerador interno passa a enviar energia para dispositivos conectados. Em ritmo mais intenso, a potência útil ultrapassa 50 W.
Para carregamento sem fio, a bicicleta usa uma dupla bobina de 20 W, capaz de alimentar simultaneamente dois celulares por indução. Usuários de aparelhos sem suporte a essa tecnologia podem recorrer à porta USB-C integrada ao quadro. A Xiaomi recomenda que capas não excedam 3 mm de espessura para não comprometer a eficiência da carga sem fio.
Especificações e projeto
Cada unidade pesa 39,5 kg e emprega um volante interno fechado, projetado para evitar contato acidental com peças em movimento. O produto oferece 32 níveis de resistência mecânica e mantém um painel central que exibe cadência, distância percorrida e calorias queimadas. Rodas frontais facilitam a movimentação do aparelho entre diferentes cômodos.
Em termos de conectividade, a MIJIA Electric Exercise Bike reúne Wi-Fi, Bluetooth e NFC, integrando-se ao ecossistema Mijia da Xiaomi. A estrutura robusta e o design minimalista reforçam o apelo ao público que busca aliar treino a uma proposta de sustentabilidade.

Imagem: Imagem ilustrativa
Disponibilidade e preço
No mercado chinês, o valor sugerido é de ¥ 1.999, o equivalente a aproximadamente R$ 1.520 na cotação comercial atual, sem considerar impostos ou taxas de importação no Brasil. Até o momento, a Xiaomi não divulgou cronograma de venda em outros países, incluindo o Brasil, onde muitos itens da linha Mijia ainda não têm lançamento oficial.
Limites da geração de energia
Embora a ideia de “carregar o celular queimando calorias” seja atraente, a realidade indica que a recarga por indução rendeuia, na prática, um complemento simbólico. A bateria média de smartphone varia entre 15 Wh e 20 Wh, e o processo de recarga sem fio sofre perdas inerentes à tecnologia. Ainda assim, o diferencial está na combinação de exercício e geração de eletricidade em um único produto.
Com informações de Mundoconectado


