A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou neste sábado (30) que está monitorando um caso suspeito de ebola na capital. O paciente, um homem de 37 anos natural da República Democrática do Congo, chegou recentemente ao Brasil e foi internado em estado grave no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde permanece isolado.
A investigação segue em caráter preventivo, uma vez que ainda não houve confirmação laboratorial da presença do vírus. A coleta de amostras envolve desde exames de rotina até o sequenciamento genético do patógeno, procedimento que pode levar até duas semanas para ser concluído.
Exames laboratoriais e diagnóstico diferencial
Os sintomas apresentados pelo paciente incluem febre alta, fadiga intensa, vômitos e dor abdominal, sinais que também aparecem em outras doenças tropicais. Por esse motivo, a equipe médica realiza testes paralelos para malária e outras infecções comuns na região, enquanto aguarda o resultado específico para ebola.
Contexto internacional e medidas de prevenção
A apreensão dos órgãos de saúde paulista está relacionada ao surto da cepa Bundibugyo que avança na África. Recentemente, a Secretaria de Estado da Saúde atualizou orientações de isolamento para hospitais e unidades de atenção básica, reforçando o uso de equipamentos de proteção individual.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto atual na República Democrática do Congo e em Uganda já registrou 134 casos confirmados de ebola, com 18 mortes, o que resulta em uma taxa de letalidade de aproximadamente 13%. Ainda existem 906 casos suspeitos e 223 óbitos em investigação.
O documento da secretaria paulista destaca que o maior risco de contágio ocorre pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente em fases avançadas da doença.
Imagem: Imagem ilustrativa
Em 2014, o ebola foi classificado como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, chegando a atingir a capital paulista em termos de alerta, mas sem registros de transmissão autóctone na América do Sul.
As autoridades estaduais permanecem em alerta e acompanham a evolução do quadro clínico do paciente até que os resultados definitivos dos exames estejam disponíveis.
Com informações de Olhardigital