Na madrugada de 05/06/2026, às 2h11 (horário de Brasília, UTC-3), uma ejeção de massa coronal (CME) do tipo canibal alcançou o campo magnético da Terra, segundo registros da plataforma Spaceweather.com. O fenômeno, resultante da fusão de duas nuvens de partículas solares, apresentou impacto menos intenso do que as previsões iniciais indicavam.
Origem e definição de CME canibal
As erupções partiram da região ativa AR4455, que vem gerando sucessivas ejeções de plasma e campos magnéticos. Em determinado momento, uma das nuvens mais velozes alcançou outra previamente emitida, dando origem ao chamado jato de plasma canibal. Essa interação concentra maior energia, formando uma nuvem única que segue em direção ao planeta.
Classificação e níveis de alerta
O Sol, atualmente no Ciclo Solar 25, emite explosões classificadas de A a X conforme a intensidade de raios-X. Explosões de classe X são as mais poderosas, com cada grau numérico representando um múltiplo de energia (por exemplo, um X2 é duas vezes mais forte que um X1). Já as tempestades geomagnéticas são avaliadas em uma escala de G1 a G5 pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).
No caso desta CME canibal, inicialmente prevista como tempestade severa (nível G4), o impacto real permaneceu entre G2 e G3, equivalentes a moderado e forte. Apesar da redução, essas tempestades podem gerar auroras em latitudes elevadas e causar interferências leves em sistemas de comunicação e navegação.
Fatores que atenuaram o impacto
O atraso na chegada da nuvem indica uma velocidade menor do que o estimado nos modelos. Esse fator contribuiu para a menor intensidade do choque com o escudo magnético terrestre. Mesmo assim, observadores em regiões de alta latitude ainda relataram boa visibilidade de auroras.
Possibilidade de novos impulsos
Especialistas alertam que o primeiro impacto não encerra o evento. Parte do material pode seguir alcançando a Terra nas próximas horas, prolongando as condições para avistamento de auroras e potenciais pequenas perturbações em redes elétricas.
Imagem: Imagem gerada por IA/Gemini
Com base no comportamento recente da mancha AR4455, que apresentou queda em erupções de alta classe mas segue instável por ter campo magnético invertido, novas ejeções ainda podem ocorrer sem aviso prévio.
Acompanhar os boletins de meteorologia espacial permanece essencial para avaliar possíveis riscos em satélites e comunicações.
Com informações de Olhardigital


