OpenAI anunciou nesta semana uma atualização na memória do ChatGPT que promete melhorar a retenção de informações e a contextualização de diálogos. A novidade se baseia em uma arquitetura aperfeiçoada chamada de “sonho”, introduzida pela empresa em 2025, e chega primeiro aos usuários nos Estados Unidos nos planos Plus e Pro, com expansão para outros países e contas gratuitas nas próximas semanas.
Por que a melhoria é importante
Desde o início de 2024, o ChatGPT conta com um recurso de memória que armazena preferências, projetos e restrições dos usuários para enriquecer conversas futuras. Contudo, a OpenAI reconheceu limitações no sistema original, que exigia comandos explícitos como “lembre que viajarei em julho” ou “compare com meu exame de dezembro passado”. Além disso, com o passar do tempo, dados considerados menos relevantes eram gradualmente esquecidos.
Como funciona a nova arquitetura de memória
A inovação central está no mecanismo de “sonho”, que sintetiza automaticamente detalhes das interações em um banco de dados pessoal, mesmo sem que o usuário salve explicitamente cada informação. Esse repositório é constantemente revisado e atualizado, permitindo que o ChatGPT recupere lembranças sem indicações diretas nas conversas.
Além disso, a nova abordagem gera resumos consultáveis e editáveis a qualquer momento pelo usuário. Em um exemplo prático fornecido pela OpenAI, quem já discutiu equipamentos fotográficos com o chatbot pode simplesmente pedir recomendações compatíveis com “meu setup” sem precisar mencionar o modelo da câmera.
Disponibilidade e planos de liberação
A atualização já está sendo liberada para assinantes dos planos Plus e Pro nos Estados Unidos, elevando a capacidade de memória desses perfis. Nas próximas semanas, a mesma melhoria chegará a usuários Plus e Pro em outras regiões e, em seguida, será disponibilizada de forma massiva para contas gratuitas em todo o mundo.
Imagem: Imagem ilustrativa
Com a arquitetura de “sonho”, a OpenAI busca reduzir a necessidade de inserir dados repetidamente e tornar o ChatGPT mais eficiente na construção de contextos em conversas prolongadas, atendendo desde o uso pessoal até demandas profissionais.
Com informações de Tecnoblog

