Uma sondagem global conduzida pela Zendesk em parceria com a YouGov, que entrevistou cerca de 10.000 indivíduos em 10 países, revelou que 52% dos entrevistados se sentem confortáveis em usar assistentes de inteligência artificial para atividades rotineiras.
Confiança em tarefas cotidianas
Segundo o levantamento, as funções mais frequentemente atribuídas à IA envolvem o gerenciamento de calendários, o apoio à comunicação e a realização de tarefas administrativas simples. Essas atividades de baixo risco são encaradas pela maioria como oportunidades de otimizar o dia a dia, liberar tempo e reduzir o volume de pequenas decisões diárias.
Resistência a decisões importantes
Quando o assunto são escolhas que podem afetar áreas sensíveis, como finanças pessoais ou questões de saúde, o nível de confiança em sistemas automatizados cai de forma expressiva. O dado sugere que as pessoas ainda não estão dispostas a delegar a seguidores algoritmos a responsabilidade por definições de grande relevância ou cujas consequências possam trazer prejuízos consideráveis.
Especialistas apontam que esse comportamento reflete uma relação ambígua com a tecnologia: há o desejo de contar com a IA para aliviar o peso de tarefas repetitivas e tornar a rotina mais confortável, mas ao mesmo tempo existe receio de entregar completamente o controle sobre decisões críticas.
O estudo destaca que a inteligência artificial, neste estágio, atua mais como um “mentor digital”, pronto para oferecer sugestões sob demanda, do que como um agente independente de tomada de decisão. No entanto, a linha entre consulta e dependência é considerada cada vez mais tênue, o que gera debates sobre até que ponto a ferramenta auxilia o pensamento humano ou passa a moldá-lo.

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Questões como a seleção de carreira, o planejamento familiar, a avaliação de riscos ou mesmo a definição de crenças pessoais permanecem no domínio exclusivo dos indivíduos. Embora a IA seja capaz de processar grandes volumes de informação e propor opções consistentes, a escolha final envolve fatores subjetivos ligados à identidade, experiência e valores de cada pessoa.
À medida que a tecnologia evolui e as inteligências artificiais se tornam mais proativas e integradas ao cotidiano, o maior desafio para a sociedade poderá não ser a potência das máquinas, mas a preservação da capacidade humana de decidir por si mesma.
Com informações de Hardware
