O Trump Phone T1, que começou a chegar às mãos dos consumidores em maio, não passa de um HTC U24 Pro pintado e renomeado, segundo análise detalhada da plataforma de reparos iFixit. A desmontagem completa do aparelho revelou que todos os componentes internos, do chassi de alumínio ao layout da placa-mãe, são idênticos aos do modelo da taiwanesa HTC.
Hardware e desmontagem
Após abrir o dispositivo e aplicar técnicas de tomografia computadorizada, a equipe do iFixit constatou que o processador Qualcomm Snapdragon 7 Gen 3 (SM7550), os módulos de memória LPDDR5 de 12 GB e o armazenamento de 512 GB coincidem exatamente com os do U24 Pro. A única divergência mínima apareceu nos chips de RAM: o original usa peças da sul-coreana SK Hynix, enquanto o Trump Phone adota módulos da norte-americana Micron.
O painel de 6,7 polegadas mantém o mesmo display PenTile Diamond Pixel da Samsung, com densidade e layout equivalentes. Para comprovar o grau de semelhança, os técnicos conseguiram encaixar a placa-mãe do modelo da HTC na carcaça do T1 sem qualquer adaptação extra.
Diferenças no design e bateria
Visualmente, o Trump Phone exibe pintura dourada na traseira, padrão distinto de furos na grade do alto-falante e leve reposicionamento do flash da câmera. A capacidade da bateria também foi alterada: o T1 traz 5.170 mAh, contra 4.600 mAh do U24 Pro, mas a velocidade de recarga máxima foi reduzida de 60 W para 30 W.
Em teste de reparabilidade, ambos os aparelhos receberam nota 3 de 10, devido à falta de manuais de serviço e peças oficiais de reposição. Esse baixo índice classifica o Trump Phone como um produto praticamente descartável após vencer a garantia.
Montagem e selo “Made in USA”
Embora a Trump Mobile divulgue o T1 como “orgulho americano”, o projeto segue o conceito white label. A HTC, que vendeu sua divisão de celulares para o Google em 2017, licenciou o design para a marca de Trump, que ficou responsável apenas pela montagem final na Flórida.
Imagem: Imagem ilustrativa
Inicialmente anunciado como “feito nos EUA”, o smartphone foi rebatizado para “montado nos EUA” (Assembled in USA) após exigência da Comissão Federal de Comércio dos EUA, que determina elevada participação local de componentes e mão de obra para obter o selo “Made in USA”.
O desmonte do Trump Phone confirma que o produto aproveita um projeto de engenharia asiático já existente, agregando apenas acabamentos estéticos e montagem final em solo norte-americano.
Com informações de Tecnoblog


