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Museus dos EUA recriam cheiro do hálito do T. rex em experiência imersiva

Cropped Capa t rex
Publicado por Robson Lemes em 13 de junho de 2026 às 07:55.

Pesquisadores e desenvolvedores de exposições de museus norte-americanos passaram a explorar estímulos olfativos para aproximar o público do período Cretáceo, recriando o suposto odor do hálito do Tyrannosaurus rex e dos ambientes que existiam há cerca de 66 milhões de anos. A iniciativa busca oferecer uma experiência sensorial mais completa aos visitantes.

Experiência sensorial em Chicago

No Field Museum, em Chicago, a reformulação da área dedicada a Sue – um dos fósseis de T. rex mais bem preservados – incorporou cheiros inspirados tanto no predador quanto na vegetação de sua época. Sob coordenação de Ben Miller, desenvolvedor de exposições da instituição, foram avaliadas características anatômicas da dentição do dinossauro e seu padrão alimentar para supor o possível odor da cavidade bucal.

“T. rex tem dentes relativamente espaçados. Ele provavelmente engolia grande parte do alimento sem mastigar, o que faria com que pedaços de carne permanecessem na boca por muito tempo”, explicou Miller à revista Popular Science. A partir dessa premissa, a equipe testou um composto usado em treinamentos de cães de resgate, mas reduziu sua intensidade para torná-lo suportável ao público.

Além do hálito, a mostra passou a exibir aromas associados à flora norte-americana do fim do Cretáceo. Foram escolhidas referências modernas de gengibre, tulipeiro e cipreste para aproximar os visitantes das paisagens vegetais da época.

Atividade olfativa no Children’s Museum

No Children’s Museum of Indianapolis, os visitantes encontram uma área interativa em que devem identificar, pelo cheiro, qual opção representaria alimento para um T. rex. Duas alternativas remetem a plantas, enquanto a terceira tenta reproduzir o odor de fezes de um grande herbívoro.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Para chegar ao aroma fecal, a equipe se inspirou em fezes de elefante, consideradas um paralelo contemporâneo a grandes dinossauros herbívoros. “É um aroma que tem certa doçura”, relatou Melissa Pederson, desenvolvedora de exposições do museu, em entrevista à Popular Science.

Os organizadores afirmam que a inclusão de estímulos olfativos amplia o engajamento do público com temas científicos e ajuda a transformar conceitos abstratos sobre a vida pré-histórica em vivências mais concretas para crianças e famílias.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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