Uma mãe italiana entrou com ação judicial contra Meta e TikTok após o suicídio da filha de 12 anos, alegando falhas na proteção de menores nas plataformas. Segundo o processo, a adolescente teria sido exposta a conteúdos sobre automutilação e depressão, impulsionados pelos algoritmos de recomendação.
O caso
O processo foi aberto na Itália após Rossella Ugues iniciar um padrão de consumo de vídeos e postagens ligadas a temas autoagressivos. De acordo com os pais, a mudança no comportamento da criança foi gradual e passou despercebida até poucos dias antes do desfecho trágico.
Principais acusações
A ação sustenta que os sistemas de recomendação identificaram interesses da adolescente e reforçaram, de forma contínua, conteúdos sensíveis, sem filtros ou limites eficazes. Entre os pontos apontados pelos autores estão:
- Reforço constante de temas ligados a automutilação e depressão;
- Proteção insuficiente para usuários menores de idade;
- Dificuldade de supervisão parental diante da velocidade das redes;
- Padrão de uso que se assemelha a dependência;
- Exposição prolongada sem mecanismos de interrupção eficazes.
Resposta de Meta e TikTok
Em comunicados oficiais, ambas as empresas negam responsabilidade direta e afirmam investir em sistemas de segurança voltados a adolescentes. Elas destacam a existência de filtros de conteúdo, controles parentais e ferramentas específicas para usuários abaixo dos 13 anos.
Discussão global
Pesquisas apresentadas no processo indicam que recursos como notificações e “curtidas” podem ativar o sistema de recompensa cerebral, especialmente em jovens, e gerar dependência. Especialistas, no entanto, alertam que o debate não pode se restringir às plataformas, mas também envolver diálogo familiar e acompanhamento psicológico.
Imagem: Tada Images / Shutterstock
Próximos passos
A ação na Itália ainda está em andamento e pode influenciar legislações sobre responsabilidade de redes sociais no uso por menores. O caso reacende a discussão sobre limites das plataformas e a necessidade de regras mais rígidas para proteger crianças e adolescentes online.
Com informações de Olhardigital
