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Estudo mostra queda na retenção de conhecimento de alunos que usam ChatGPT

Estudo mostra queda na retenção de conhecimento de alunos que usam ChatGPT
Publicado por Robson Lemes em 17 de junho de 2026 às 14:15.

A inteligência artificial tem ganhado espaço em salas de aula de diversas partes do mundo, mas especialistas alertam para o risco de substituição do pensamento humano por ferramentas digitais. Nos Estados Unidos, a Alpha School chamou atenção ao adotar programas de IA em lugar de professores, oferecendo currículo personalizado, carga horária reduzida em disciplinas básicas como matemática e inglês e mais atividades de socialização.

Posicionamento da Unesco

Em janeiro de 2026, a Unesco defendeu que a IA deve apoiar processos de ensino-aprendizagem sem eliminar a dimensão humana. Shafika Isaacs, chefe da seção de Tecnologia e Inteligência Artificial na Educação do órgão, ressaltou que “educação é uma experiência social, humana e cultural” e advertiu para o perigo de externalização do pensamento, algo que prejudica o desenvolvimento crítico dos estudantes.

Pesquisa brasileira sobre retenção de conhecimento

No Brasil, o professor e pesquisador André Barcaui, pós-doutor em Inteligência Artificial pela UERJ, conduziu estudo com universitários que usaram ChatGPT em atividades acadêmicas e comparou seu desempenho ao de colegas que adotaram métodos tradicionais de estudo. Após 45 dias, um teste surpresa revelou média de 68,5% de acertos entre quem estudou sem IA e 57,5% entre quem recorreu ao ChatGPT.

Para Barcaui, esses resultados não indicam que a IA seja prejudicial por natureza nem justificam sua proibição. O problema, segundo ele, ocorre quando o recurso deixa de ampliar o raciocínio humano e passa a substituí-lo, caracterizando o que o pesquisador chama de “competência emprestada” ou “muleta cognitiva”.

Integração com letramento digital e habilidades humanas

O pesquisador defende que a IA seja incorporada ao ambiente educacional com orientação pedagógica, letramento digital e incentivo a habilidades tipicamente humanas, como leitura, escrita, pensamento crítico e interpretação de textos. “O problema não é a IA. É quando ela substitui o seu pensamento”, resumiu Barcaui.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Entre as orientações, ele destaca a importância de ensinar os alunos a formular bons prompts, compreender os limites da tecnologia generativa e manter conhecimentos básicos, como operações matemáticas simples e compreensão de textos. O objetivo é evitar a dependência de respostas prontas e garantir que a ferramenta seja usada como apoio ao aprendizado, e não como atalho que comprometa a construção de conhecimento.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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