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Google disponibiliza TPUs de sétima geração
Em abril de 2026, o Google anunciou a venda de sua sétima geração de TPUs, apelidada Ironwood, a um grupo restrito de clientes interessados em operar data centers próprios. A Anthropic firmou acordo para adquirir até um milhão dessas unidades, num contrato de até US$ 40 bilhões que prevê 5 gigawatts de capacidade ao longo de cinco anos, além de mais 3,5 gigawatts fornecidos pela Broadcom a partir de 2027. A Meta também fechou parceria para o fornecimento das TPUs no início de 2026.
A procura pelos chips da Google cresceu 80% em relação a 2025, alcançando cerca de 4,2 milhões de unidades em 2026. O volume elevado é tamanho que equipes internas do Google DeepMind chegaram a aguardar na fila para acesso às TPUs.
Joint venture com a Blackstone
Em maio de 2026, o Google formalizou uma joint venture com a gestora de investimentos Blackstone para criar uma empresa americana de computação em nuvem. A Blackstone entrou com US$ 5 bilhões de capital inicial — montante que pode chegar a US$ 25 bilhões considerando financiamento via dívida — e detém participação majoritária. O plano é atingir 500 megawatts de capacidade operacional em 2027, sob a liderança de Benjamin Treynor Sloss, veterano de mais de duas décadas em infraestrutura do Google.
O empreendimento vai competir diretamente com CoreWeave e Nebius, principais provedoras de infraestrutura apoiadas pela Nvidia. No complexo Lake Mariner, no estado de Nova York, o Google assegurou financiamento de US$ 3,2 bilhões para fornecer milhares de chips TPU à Anthropic, replicando o modelo da Nvidia de investir em parceiras para estimular demanda.
Desempenho e economia para clientes
Clientes que migraram para as TPUs relatam ganhos de desempenho e redução de custos. A Citadel Securities registrou até quatro vezes mais velocidade em certas tarefas, com economia de cerca de 30% nos gastos. No primeiro trimestre de 2026, o Google Cloud obteve receita de US$ 20 bilhões, alta de 63% em relação aos US$ 12,26 bilhões do mesmo período de 2025.
Amazon negocia venda externa de Trainium
A Amazon, por sua vez, está em conversas para vender seus aceleradores Trainium a operadores de data centers de terceiros. Peter DeSantis, responsável pela divisão de IA, chips e computação quântica da empresa desde janeiro de 2026, confirmou a negociação sem revelar clientes. “Há tanto subconsumo em IA que as vendas externas não vão prejudicar nossa receita de nuvem”, declarou à Bloomberg.

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Na AWS, OpenAI e Anthropic já usam Trainium; a Anthropic comprometeu-se com US$ 100 bilhões em recursos computacionais ao longo de dez anos, com até 5 gigawatts de Trainium2 e Trainium3. A OpenAI ocupa em torno de 2 gigawatts adicionais na plataforma.
O portfólio de chips da Amazon — Trainium, Graviton e Nitro — alcançou receita anualizada superior a US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de 2026, registrando crescimento de três dígitos. Em sua carta anual, o CEO Andy Jassy apontou que a demanda pode levar à venda de racks completos a terceiros, o que elevaria a receita externa a até US$ 50 bilhões. O Trainium3, cuja distribuição começou no início de 2026, já está praticamente esgotado e entrega desempenho 30% a 40% superior ao Trainium2. A quarta geração deve ser lançada em 2027.
Concentração de mercado e ecossistema da Nvidia
A Nvidia detém mais de 90% do mercado de chips de IA e mantém o ecossistema de software CUDA, presente em grande parte dos data centers. Parceiros que recebem investimento ou infraestrutura da Nvidia têm resistido a adotar as TPUs do Google. O CEO Jensen Huang afirma que o alcance da Nvidia vai além de qualquer linha de chip personalizada, enquanto o Google reforça que enxerga a competição como benéfica diante da expansão contínua da demanda global por computação de IA.
Com informações de Hardware

