Pesquisadores do Centro Alemão de Tontura e Distúrbios do Equilíbrio sugerem que parte dos relatos do misterioso “Hum” ouvido em várias partes do mundo pode ser explicada por um tipo de zumbido interno de baixa frequência. A hipótese decorre de um trabalho liderado pelo pesquisador Markus Drexl, recentemente publicado na revista PLOS One.
Metodologia e participantes
A equipe de Drexl recrutou 28 voluntários que afirmavam ouvir o “Hum”. Cada participante foi submetido a uma bateria de exames auditivos focados em frequências abaixo de 100 Hz e a testes de emissões otoacústicas, sons gerados naturalmente pelo ouvido interno.
Nos exames de audição, apenas dois indivíduos apresentaram respostas fora do padrão considerado normal para sons graves. Já nas medições de emissões naturais do ouvido interno, todos os voluntários exibiram resultados compatíveis com os valores esperados em pessoas sem queixas auditivas.
Hipótese do tinnitus de baixa frequência
Com base nos achados, os cientistas reforçam a hipótese de que parte dos relatos do “Hum” seja consequência de um tinnitus de baixa frequência — condição em que o indivíduo percebe um som sem fonte externa. Embora o tinnitus seja mais comumente associado a sons agudos, há registros médicos que descrevem ocorrências em frequências graves.

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Especialistas em saúde auditiva lembram que, embora não haja cura definitiva para o tinnitus, existem estratégias de manejo capazes de ajudar na adaptação dos pacientes. A nova perspectiva de interpretar o “Hum” como um processo interno pode abrir caminho para tratamentos mais direcionados.
Com informações de Olhardigital



