Pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York (SUNY Downstate) nos Estados Unidos levantaram indícios de que o consumo contínuo de melatonina por pessoas com distúrbios do sono pode estar associado a um aumento significativo no risco de insuficiência cardíaca. Embora o hormônio seja amplamente utilizado como suplemento para melhorar a qualidade do sono, essa nova investigação sugere que seu uso de longo prazo merece cautela.
O estudo avaliou dados de 130.828 adultos diagnosticados com insônia, divididos em dois grupos: usuários de melatonina por pelo menos um ano e indivíduos que nunca utilizaram o suplemento. Durante um período de cinco anos, os participantes passaram por acompanhamento médico e análise de registros de internações hospitalares.
Resultados
Após o monitoramento, o grupo que fez uso contínuo de melatonina apresentou 89% mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca em comparação aos não usuários. Além disso, essa coorte registrou taxas elevadas de internações relacionadas a problemas cardíacos e um índice maior de mortalidade por qualquer causa.
Avaliação dos dados
Para evitar que fatores externos influenciassem nos resultados, os pesquisadores ajustaram as variáveis envolvendo idade, sexo e comorbidades conhecidas, como diabetes, hipertensão e obesidade. Mesmo com essas correções, a associação entre o uso prolongado da substância e os desfechos cardiovasculares permaneceu estatisticamente significativa.
Limitações e próximos passos
Os autores salientam que o estudo é de natureza observacional, o que impede a comprovação de uma relação direta de causa e efeito entre a melatonina e a insuficiência cardíaca. Eles ressaltam também que pessoas com insônia costumam apresentar outros riscos cardiovasculares, o que pode ter interferido na análise, apesar dos ajustes realizados.

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De acordo com os pesquisadores, os achados ainda são preliminares e não justificam modificações imediatas nas orientações médicas sobre o uso de melatonina. O principal objetivo desta investigação é estimular novas pesquisas que aprofundem o entendimento sobre os efeitos do hormônio no sistema cardiovascular.
Com informações de Olhardigital



