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Micron inicia expansão de fábrica em Hiroshima com investimento de R$ 48 bilhões

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Micron deu início neste sábado (4) às obras de ampliação de sua fábrica na cidade de Hiroshima, no Japão. O projeto, orçado em US$ 9,3 bilhões (aproximadamente R$ 48 bilhões), tem o objetivo de aumentar a capacidade de produção de chips de memória avançada, com foco na high-bandwidth memory (HBM), componente essencial para processadores de inteligência artificial, como os desenvolvidos pela Nvidia.

Está previsto que os primeiros lotes de chips saiam da linha de produção durante o verão norte-americano de 2028 (entre junho e agosto). Para viabilizar parte dos investimentos, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão aportou até ¥ 500 bilhões (cerca de R$ 382,1 bilhões). A iniciativa integra uma estratégia global das fabricantes de memória para atender à crescente demanda por soluções de IA.

Além de Hiroshima, a Micron mantém duas fábricas de última geração em Boise, sede da empresa nos Estados Unidos. Em janeiro, a companhia também inaugurou as obras de um complexo de US$ 100 bilhões (R$ 516,9 bilhões) próximo a Syracuse, no estado de Nova York, reforçando o compromisso com a expansão da produção de DRAM em território americano. Concorrentes como a sul-coreana SK Hynix e a Samsung também estão ampliando suas capacidades produtivas para suprir o mercado.

Produção pioneira de HBM

Durante a cerimônia de início das obras em Hiroshima, o CEO da Micron, Sanjay Mehrotra, destacou: “O primeiríssimo wafer de produção de HBM da Micron — para a tecnologia de memória no coração da IA — foi feito bem aqui em Hiroshima. Quando a ousadia americana encontra o artesanato japonês, você não obtém um meio-termo. Você obtém o melhor do mundo.”

A expansão visa otimizar a eficiência energética e a taxa de transmissão dos chips, atendendo às exigências de serviços de IA e veículos autônomos. Incluindo aportes para pesquisa e desenvolvimento, o governo japonês já direcionou aproximadamente ¥ 775 bilhões (R$ 592,2 bilhões) à empresa.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Estratégia nacional para semicondutores

  • Desde 2021, o Japão reservou bilhões de dólares em incentivos para o setor de semicondutores e IA, priorizando a segurança nacional;
  • No mês passado, a primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou um plano de investimentos de ¥ 101,6 trilhões (R$ 77,6 trilhões) em chips e IA até março de 2041;
  • Segundo Kota Nosaka, diretor representante da Micron no Japão, “a força da fábrica de Hiroshima está em sua capacidade de entregar produtos de ponta e alto desempenho rapidamente aos clientes”.

A Micron assumiu a operação de Hiroshima ao adquirir a japonesa Elpida, em processo de falência, em 2013. Atualmente, cerca de 80% dos materiais necessários à planta vêm de fornecedores locais, reforçando a importância do Japão na cadeia de suprimentos de semicondutores.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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