Pesquisadores da Northwestern University revelaram a presença de nuvens de sal na atmosfera de GJ 504b, objeto apelidado de “planeta rosa”, considerado um dos ambientes planetários mais frios já registrados. A descoberta foi viabilizada por observações realizadas com o James Webb Space Telescope (JWST) e detalhada em artigo publicado na revista The Astronomical Journal.
Quem e o que foi observado
O alvo do estudo, GJ 504b, foi inicialmente detectado em 2013 por meio de imagens diretas. Com aproximadamente 25 vezes a massa de Júpiter, esse corpo orbita uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 57 anos-luz da Terra. Devido ao seu tamanho, está na fronteira entre gigantes gasosos e anãs marrons, o que levou os cientistas a classificá-lo como um “companheiro de massa planetária”.
Como ocorreu a descoberta
Até agora, a análise da atmosfera de GJ 504b era comprometida pela baixa luminosidade do objeto, incompatível com a sensibilidade de instrumentos terrestres. O JWST, porém, captou dados espectrais detalhados que revelaram a composição atmosférica, inclusive a formação de nuvens minerais de sal — fenômeno previsto teoricamente há mais de 15 anos, mas nunca observado de forma tão conclusiva em um corpo tão frio.
Quando e onde
As observações foram feitas recentemente pelo telescópio espacial James Webb e os resultados divulgados em junho de 2026. A investigação envolveu comparação entre medições reais e simulações computacionais, tendo sido testados três modelos de nuvem; o de sal mineral apresentou o melhor ajuste ao espectro obtido.
Por que a descoberta é relevante
A presença das nuvens de sal ajuda a explicar variações na coloração magenta e nas propriedades de reflexão de luz que intrigavam os astrônomos há anos. Além disso, a análise confirmou alta concentração de vapor d’água, metano, dióxido de carbono e amônia na atmosfera de GJ 504b, reforçando a importância de incluir nuvens em modelos de mundos frios.

Imagem: Imagem ilustrativa
Apesar do avanço, permanece em aberto se GJ 504b se formou como gigante gasoso ou como anã marrom, já que sua composição revela maior abundância de elementos pesados que o previsto para cada cenário.
Com informações de Olhardigital

