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Exército dos EUA apresenta Mayhem 10, drone modular de ataque e reconhecimento

Apresentação e cronograma de produção

A empresa AeroVironment revelou o Mayhem 10, novo drone autônomo de uso militar projetado para o Exército dos Estados Unidos. O equipamento faz parte da linha Switchblade, conhecido como “canivete”, e pode ser lançado em até cinco minutos a partir de plataformas aéreas, terrestres ou navais. Desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, o sistema deve entrar em produção de baixa cadência ainda em 2025, inicialmente para atendimento ao programa Launched Effects–Short Range.

Arquitetura modular e capacidades

O Mayhem 10 dispõe de compartimento frontal removível que aceita diferentes cargas, letais ou não letais. A configuração permite alternar rapidamente entre missões de reconhecimento, vigilância, guerra eletrônica, retransmissão de comunicações e ataques de precisão. O drone transporta até 10 libras (cerca de 4,5 kg) de carga útil e opera em um alcance de até 100 km, com autonomia de voo de 50 minutos. O lançamento é assistido por foguete, em substituição ao gerador de gás usado em versões anteriores.

Tipos de payload e integração

Segundo a fabricante, mais de oito tipos de payload já foram testados, incluindo:

  • ISR: inteligência, vigilância e reconhecimento;
  • Guerra eletrônica: bloqueio e detecção de emissores;
  • Cinética: ataque de precisão a alvos blindados;
  • Retransmissão: extensão de comunicações em campo distribuído;
  • Engodo: saturação de defesas inimigas;
  • Anti-radar: destruição de emissores, semelhante ao míssil HARM.

Um exemplo citado pela AeroVironment indica que a integração física de uma nova carga útil pode ser concluída em apenas 90 minutos.

Operação em enxames e sistemas de comando

Projetado para atuar em formações cooperativas, o Mayhem 10 pode executar missões em enxames, cobrindo áreas amplas e coordenando efeitos combinados. O controle do conjunto é feito pelo controlador Tomahawk Grip e pela estação AV_Halo, adaptados para operações em rede distribuída. Internamente, o drone conta com processador de inteligência artificial que mantém a operação mesmo sem GPS, usando comunicação segura via GPS M-Code, datalink Silvus e rede mesh MANET com alcance de 26 a 40 km.

Imagem: Imagem ilustrativa

Testes e expansão da produção

Até o momento, a AeroVironment conduziu mais de 50 voos de teste, envolvendo disparos reais, funções de guerra eletrônica e retransmissão de sinais. A empresa projeta atingir o nível TRL 8 ainda no verão norte-americano de 2025. A produção inicial deve iniciar com cerca de 10 unidades mensais, com objetivo de chegar a 100 por mês em plena capacidade. Para isso, já está em fase de instalação uma linha de montagem em Simi Valley (Califórnia) e uma nova fábrica em Salt Lake City (Utah), com capacidade de 1.000 a 2.000 drones por ano.





Embora ainda não existam contratos formalizados com o Exército, a fabricante afirma manter conversações avançadas com potenciais clientes, incluindo o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA.

Com informações de Mundoconectado

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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