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Fundadores de startups no Vale do Silício adotam 92 horas semanais e evitam álcool

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Publicado por Robson Lemes em 14 de junho de 2026 às 20:31.

Jovens empreendedores do Vale do Silício, como Marty Kausas, de 28 anos, estão estabelecendo uma rotina extrema de trabalho e abrindo mão do consumo de álcool. Fundador da startup Pylon, Kausas declarou em seu perfil no LinkedIn que chegou a cumprir 92 horas semanais de segunda a domingo, com o objetivo de levar a empresa a uma avaliação de mais de US$ 10 bilhões.

Horários e metas ambiciosas

Segundo o próprio Kausas, sua agenda previa expediente das 8h à 1h de segunda a quinta, das 8h às 19h na sexta e das 13h à meia-noite aos domingos, com sábado reservado como único dia de folga. Em agosto de 2025, a Pylon captou US$ 31 milhões em sua Série B, elevando o total levantado para US$ 51 milhões e a valuation estimada em US$ 365 milhões.

Álcool fora de moda

A cultura de abstinência ao álcool também se espalha entre outros fundadores. Emily Yuan resumiu ao Wall Street Journal: “Por que ir a um bar se posso estar criando uma empresa?” Nomes como Sam Altman, à frente da OpenAI, manifestam-se publicamente contra bebidas alcoólicas e conferências de inteligência artificial em São Francisco passaram a não servir álcool.

Michelle Fang, de 26 anos e organizadora de eventos para empreendedores, afirma ao Business Insider que a mudança tem dois motivos: a moda de não beber e o fato de muitos fundadores terem menos de 21 anos, idade mínima para consumir álcool nos Estados Unidos.

Longas jornadas defendidas

Miranda Nover, cofundadora da Fort, startup de fitness, confirma o padrão: “Trabalhamos seis dias por semana, ficamos no escritório até as 21h, não bebemos, não saímos para festas.” Até Sergey Brin, cofundador do Google, declarou em 2025 que a meta de atingir a inteligência artificial geral exigiria jornadas de 60 horas semanais, com 12 horas diárias de segunda a sexta.

Queda no consumo de álcool

Dados do relatório Health at a Glance 2025, da OCDE, apontam redução do consumo per capita de álcool na maioria dos países da organização, chegando a 8,5 litros de álcool puro em 2023. No Brasil, o consumo regular entre jovens de 18 a 24 anos caiu de 30,1% em 2006 para 24,8% em 2023.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Pesquisa da MindMiners indica que, atualmente, 45% da Geração Z brasileira consome álcool, contra 57% dos millennials. O principal motivo para beber menos, segundo 58% dos entrevistados, é falta de interesse.

Games substituem bares

O padrão de lazer também mudou. Um estudo da Logitech G com 1.500 homens de 18 a 24 anos na Austrália aponta que 61% preferem socializar em partidas online a sair para beber e 49% veem positivamente passar a noite jogando em grupo. Os motivos mais citados foram custo mais baixo (54%), efeito relaxante (47%) e facilidade de organização (42%).

Esse comportamento reflete uma nova abordagem de trabalho e lazer entre empreendedores e jovens em diferentes partes do mundo.

Com informações de Hardware

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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