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Intel corrige falhas na litografia de 1,8 nm e prevê produção recorde em julho

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A Intel anunciou a resolução de problemas críticos de variação em sua tecnologia de litografia Intel 18A, de 1,8 nm, e projeta entrar em produção de volume recorde ainda neste mês. A melhoria na consistência da fabricação deve reforçar a competitividade da empresa frente a rivais como a taiwanesa TSMC.

O avanço foi detalhado em relatório da agência BlueFin Research Partners, que avaliou a eficiência do processo de produção de chips de ponta da Intel. Segundo o documento, as oscilações de rendimento entre wafers bons e wafers com defeitos foram eliminadas, garantindo maior previsibilidade na linha de fabricação.

O analista e leaker conhecido como Jukan republicou o estudo no perfil X/Twitter, destacando que “os problemas de rendimento de wafer para wafer do Intel 18A foram resolvidos”. A nota aos clientes, assinada pela consultoria, reforça o fim das inconsistências que vinham atrapalhando o fluxo produtivo.

Com as correções implementadas, a Intel planeja alcançar uma produção mensal entre 12 mil e 15 mil wafers em cada uma das unidades que já operam com a nova litografia. A expectativa é que essa fase de expansão comece ainda em julho, levando a produção total a cerca de 30 mil unidades por mês.

Os dois locais de fabricação contemplados são a fábrica de desenvolvimento D1X, no estado do Oregon (Estados Unidos), e a Fab 52, voltada à produção em massa, localizada no Arizona. A combinação das operações deverá sustentar o ritmo elevado de saída de wafers.

O aumento na capacidade produtiva faz parte do plano da Intel para recuperar terreno no segmento de processos avançados. Ao resolver as falhas iniciais do Intel 18A, a companhia busca equiparar-se à TSMC, que domina a oferta de chips de alta performance com litografias semelhantes.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Além de melhorar a previsibilidade e a uniformidade de fabricação, a decisão de elevar o volume de wafers indica confiança da Intel na maturidade do 18A. As próximas etapas envolverão o abastecimento de clientes e parceiros estratégicos com lotes mais consistentes e em maior escala.

O Intel 18A representa um salto tecnológico ao permitir a produção de chips com transistores menores e consumo de energia reduzido, atributos fundamentais para aplicações em data centers, inteligência artificial e dispositivos móveis de última geração.

A expectativa agora é acompanhar a curva de aprendizado das fábricas D1X e Fab 52, avaliando se o rendimento se mantém estável ao atingir o novo patamar de produção. Caso confirmado, a Intel poderá elevar sua participação no mercado de semicondutores de alta complexidade.

Com informações de Tudocelular

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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