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OpenAI volta foco ao mercado corporativo e deixa consumidores para Apple e Google

Apple google
Publicado por Robson Lemes em 11 de junho de 2026 às 20:16.

OpenAI decidiu priorizar clientes empresariais e reduzir iniciativas voltadas ao público geral, criando espaço para que Apple e Google avancem em produtos de inteligência artificial para usuários comuns. A mudança de estratégia ocorre após o encerramento de serviços populares e o fortalecimento de parcerias corporativas.

Quem e o quê

Em março de 2026, a OpenAI desativou o Sora, ferramenta de geração de vídeos que alcançou 1 milhão de downloads em menos de cinco dias, e suspendeu o recurso de compras Instant Checkout. A companhia optou por direcionar seus esforços ao mercado enterprise, onde já registra maior retorno financeiro.

Quando e como

No mesmo mês, a empresa lançou a DeployCo, joint venture formada por 19 companhias globais, e adquiriu a consultoria Tomoro, composta por 150 especialistas em implementação de IA. A iniciativa visa levar engenheiros e soluções personalizadas diretamente a organizações de grande porte.

Por que empresas pagam mais

Segundo a CFO Sarah Friar, o segmento corporativo corresponde a 40% da receita total da OpenAI, com previsão de atingir 50% até o fim de 2026. Enquanto consumidores resistem a pagar por serviços de IA, empresas demonstram disposição para investir em tecnologias que aumentem eficiência e produtividade.

Apple e Google aproveitam lacuna

Com a OpenAI fora da disputa pelo público, Apple e Google intensificam o desenvolvimento de assistentes e aplicativos inteligentes. Na WWDC 2026, a Apple apresentou a Siri como aplicativo independente, integrando funções de linguagem natural e automação de tarefas.

Menos de um mês antes, no Google I/O, o Google revelou o Gemini Spark, agente de IA de uso geral, além de óculos inteligentes e uma ferramenta de edição de vídeo potencializada por inteligência artificial.

Apple google

Imagem: Ap

Cooperação entre rivais

Apesar da concorrência histórica, Apple e Google mantêm colaboração técnica: o Gemini alimenta o Apple Intelligence, base do novo Siri. Além disso, Google e Nvidia apoiam a Apple no desenvolvimento do Apple Foundation Model Cloud Pro, seu modelo de IA mais avançado.

Reação do mercado

As ações da Apple caíram mais de 5% em dois dias após a WWDC, com analistas criticando a falta de cronogramas claros e atrasos em mercados-chave. Matt Rogers, cofundador do Nest e ex-engenheiro do iPhone, avaliou que “a Apple jogou pelo seguro”. Em setembro, John Ternus assume como CEO no lugar de Tim Cook, sob pressão para apresentar resultados.

Desconfiança do público

Pesquisa do Pew Research Center de março indica que metade dos americanos está mais preocupada do que empolgada com a presença da IA no dia a dia. Para o analista da Gartner Kjell Carlsson, Apple e Google têm condições de mitigar o ceticismo graças a bilhões de dispositivos ativos, que permitem subsidiar o uso de inteligência artificial e manter usuários em seus ecossistemas.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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