Um agente da polícia do condado de Derbyshire, na Inglaterra, está sob apuração criminal por supostamente recorrer a sistemas de inteligência artificial para produzir evidências em diversos processos judiciais. A informação foi divulgada pelo jornal The Guardian na última sexta-feira (12).
Segundo as autoridades locais, o policial já foi afastado das atividades de patrulha enquanto as investigações estão em fase inicial. O procedimento corre em parceria com o Crown Prosecution Service, responsável pela condução das ações penais no Reino Unido.
Até o momento, não houve prisões ligadas ao caso. A corporação manteve sigilo sobre a identidade do servidor e não detalhou quais tipos de crimes teriam sido envolvidos na suposta adulteração de provas.
Entenda os desdobramentos da investigação
A força policial de Derbyshire confirmou que instaurou inquérito criminal após desconfiar que o colaborador utilizou ferramentas de IA na elaboração de relatórios e documentos apresentados como provas. A linha de investigação considera a possibilidade de interferência indevida no andamento de processos judiciais.
Em comunicado oficial, a instituição afirmou que o oficial permanece longe das funções de linha de frente até o desfecho das apurações. A polícia também informou que está avaliando o impacto em casos já submetidos ao tribunal, em conjunto com o Crown Prosecution Service.
Imagem: Imagem ilustrativa
Esse episódio surge logo após orientações do National Police Chiefs’ Council (NPCC) para que algumas divisões suspendam o uso de sistemas automatizados na redação de declarações e pareceres judiciais. A medida visa questionar a confiabilidade dessas tecnologias em contextos legais.
O The Guardian não especificou quais crimes teriam servido de base para a criação de provas falsas nem qual plataforma de inteligência artificial foi usada.
Com informações de Olhardigital
