A Nvidia revelou, durante a Computex 2026, o RTX Spark, um “superchip” projetado para PCs com Windows 11 que integra processamento central (CPU) e gráfico (GPU) em um único componente. O objetivo da marca é transformar o sistema operacional em uma plataforma nativa para inteligência artificial, com execução local de grandes modelos.
O RTX Spark combina até 20 núcleos de CPU baseados na arquitetura Arm Grace, fabricados em processo de 3 nm pela TSMC, com uma GPU Blackwell equipada com 6.144 núcleos CUDA – desempenho equivalente ao de uma GeForce RTX 5070. A memória LPDDR5X varia entre 16 GB e 128 GB, oferecendo largura de banda de até 300 GB/s.
Em termos de capacidade de IA, o chip atinge performance de até 1 petaflop em precisão FP4, permitindo realizar 1 quatrilhão de operações por segundo. Segundo a Nvidia, a versão mais avançada consegue rodar internamente modelos com até 200 bilhões de parâmetros, sem depender de computação na nuvem.
Para garantir compatibilidade com softwares desenvolvidos para processadores x86/x64, a Microsoft trabalhou na otimização do componente Prism, presente no Windows 11, que emula instruções nesses formatos em máquinas com CPUs Arm. A empresa também se uniu à Nvidia para incentivar desenvolvedores a disponibilizarem edições nativas de aplicações e jogos para o novo chip.
Disponibilidade e fabricantes parceiros
As primeiras unidades de notebooks e miniPCs equipados com o RTX Spark devem desembarcar no mercado mundial em setembro de 2026. Grandes montadoras de computadores, como Acer, Asus, Dell, Gigabyte, HP e Lenovo, confirmaram lançamentos de produtos com o superchip. A Microsoft também anunciou seu próprio modelo, o Surface Ultra, que terá tela de 15 polegadas.
Imagem: Ap
Com a proposta de acelerar tarefas de inteligência artificial diretamente no dispositivo, o RTX Spark representa mais um passo da Nvidia e de seus parceiros rumo a PCs capazes de executar agentes de IA localmente, sem depender exclusivamente de serviços em nuvem.
Com informações de Tecnoblog

