Formandos de universidades norte-americanas têm demonstrado descontentamento em cerimônias de colação de grau ao reagirem com vaias a discursos que mencionam inteligência artificial (IA). O movimento ganhou destaque em maio, período tradicional de formaturas nos Estados Unidos, quando palestrantes que abordam o tema têm sido vaiados por milhares de alunos.
Vaias a ex-CEO do Google na Universidade do Arizona
No último fim de semana, cerca de 10 mil graduandos da Universidade do Arizona vaiaram o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, ao ouvirem comentários sobre os avanços da IA. Durante sua fala, Schmidt afirmou que a tecnologia estará presente “em cada profissão, sala de aula, hospital, laboratório, pessoa e relacionamento”, observação que soou desconfortável para estudantes prestes a ingressar no mercado de trabalho.
Erro de IA em anúncio de nomes em Arizona
Em outra cerimônia, na Faculdade Comunitária de Glendale, o uso de um sistema de IA para anunciar nomes dos formandos resultou em falhas de pronúncia. O erro atrasou o evento e gerou vaias contra a aplicação da tecnologia em um momento tradicionalmente solene.
Pesquisa revela apreensão com o futuro profissional
Levantamento do Instituto de Política da Harvard Kennedy School realizado em 20205 indica que 70% dos estudantes veem a IA como ameaça aos empregos que ocuparão no futuro. Já um estudo da Gallup aponta redução na confiança da geração Z em relação às IAs, mesmo com o uso crescente dessas ferramentas.
Além disso, dados da Associated Press mostram que a taxa de desemprego entre jovens recém-formados nos Estados Unidos atingiu o patamar mais alto dos últimos 12 anos (excluindo o período da pandemia de Covid-19).
Imagem: Ap
Cortes em massa atrelados a investimentos em IA
Na quarta-feira (20/05), a Meta iniciou cortes de funcionários associados aos seus grandes investimentos em inteligência artificial, cujo orçamento deve alcançar US$ 145 bilhões até o fim de 2026. A diretora financeira da empresa, Susan Li, afirmou que a medida faz parte de um esforço para adotar um “modelo operacional mais enxuto”, confirmação apoiada por Mark Zuckerberg.
Em janeiro, a Amazon anunciou a demissão de 16 mil colaboradores, e a Microsoft revelou, em abril de 2026, um plano de desligamento voluntário para ajustar sua estrutura interna.
Com informações de Tecnoblog
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