A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou em 20 de maio de 2026 que o líquido escuro detectado em um sítio no município de Tabuleiro do Norte (CE) é petróleo cru. O órgão regulador agora estuda o volume e a viabilidade econômica de eventuais trabalhos de extração na área.
Em nota encaminhada ao G1, a ANP ressaltou que não há prazo determinado para a conclusão da análise técnica. Mesmo após esse processo, a exploração comercial dependerá de estudos que comprovem a rentabilidade das operações.
Descoberta durante busca por água
O agricultor Sidrônio Moreira encontrou o petróleo em 2024 ao perfurar um poço artesiano em seu sítio, motivado pela falta de abastecimento de água encanada, já que a propriedade dependia de uma adutora antiga da cidade. Ao perceber que o material era viscoso e apresentava odor de combustível, a família contratou assistência especializada para investigar a estranha substância.
O Instituto Federal do Ceará (IFCE) realizou os primeiros exames laboratoriais, apontando características físico-químicas semelhantes às de campos petrolíferos vizinhos no Rio Grande do Norte. Com esses laudos em mãos, a família comunicou oficialmente a descoberta à ANP em julho de 2025.
Visita técnica e próximos passos
Após sete meses de espera, técnicos da ANP visitaram o sítio em março de 2026, surpreendendo-se com o jorro de óleo a apenas 40 metros de profundidade. A confirmação de se tratar de petróleo cru foi divulgada oficialmente pela agência em 20 de maio.
O terreno está em fase de avaliação técnica e administrativa. A ANP determinou o isolamento do local e proibiu a coleta de novas amostras ou qualquer contato com o material devido aos riscos envolvidos. O objetivo é mapear a geologia da região para identificar se o achado corresponde a uma bolsão isolado ou a um reservatório maior.
Imagem: Imagem ilustrativa
Se os estudos indicarem potencial para exploração, a ANP poderá dividir a área em blocos para oferta em futuros leilões. O processo de licenciamento ambiental e instalação de infraestrutura é complexo e pode se estender por anos.
Embora o subsolo pertença à União, o proprietário do sítio poderá receber até 1% dos ganhos gerados por uma exploração comercial. No momento, Sidrônio Moreira aguarda a conclusão dos relatórios técnicos que definirão o destino de sua propriedade.
Com informações de Olhardigital

Deixe um comentário