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OpenAI protocola pedido de IPO e intensifica disputa na corrida da IA

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Publicado por Robson Lemes em 9 de junho de 2026 às 20:07.

Na segunda-feira (8), a OpenAI, criadora do ChatGPT, encaminhou um pedido confidencial de oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos, marcando o primeiro passo para listar suas ações em bolsas de valores. A empresa ainda não definiu data para abertura de capital, segundo reportagem do New York Times, e destacou que permanecer como companhia privada facilita algumas iniciativas.

Transmissão: Space

Origem da corrida das IAs

A disputa por avanços em inteligência artificial ganhou força em novembro de 2022, com o lançamento do ChatGPT, baseado no modelo GPT-3.5. Até então focada em pesquisa, a OpenAI operava como fundação sem fins lucrativos e controlava uma subsidiária de “lucro limitado” para financiar suas atividades. Desde então, os modelos evoluíram para versões multimodais e mais confiáveis, como o atual GPT-5.5, capaz de operar sistemas e executar tarefas de forma autônoma.

A popularização do ChatGPT motivou big techs como Microsoft, Google, Meta e Apple e startups como Anthropic e Perplexity a desenvolver suas próprias soluções de IA, transformando a competição em uma disputa não só tecnológica, mas também financeira.

Reestruturação e polêmicas

Em outubro de 2025, a OpenAI reformulou sua estrutura: a antiga entidade sem fins lucrativos se tornou a OpenAI Foundation, enquanto a divisão lucrativa passou a ser a OpenAI Group PBC, uma corporação com obrigação legal de alinhar metas comerciais e missão filantrópica. A fundação controla a Group PBC, garantindo governança alinhada ao objetivo de “beneficiar toda a humanidade”.

No ano passado, Elon Musk, cofundador afastado da organização, ajuizou ação contra a OpenAI, acusando-a de desviar da missão original. Ele pleiteou US$ 150 bilhões e a remoção de executivos, mas o julgamento na Califórnia concluiu pela prescrição do pedido, favorecendo a desenvolvedora.

Avaliação bilionária e desafios de lucratividade

Avaliada em cerca de US$ 730 bilhões em rodada privada, a OpenAI busca no IPO recursos para sustentar investimentos previstos em US$ 115 bilhões nos próximos quatro anos. No ano passado, a empresa registrou receita de aproximadamente US$ 13 bilhões, impulsionada por anúncios no ChatGPT e vendas de pacotes corporativos, mas segue sem lucratividade consolidada.

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Imagem: Imagem ilustrativa

Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos: “A oferta pública é uma arma competitiva na corrida da IA, permitindo aos investidores participar diretamente do crescimento do setor.”

Impacto para usuários e ampliação do mercado

Com a pressão por resultados financeiros, a OpenAI pode rever sua estratégia de monetização, ampliando planos corporativos e lançando novos produtos. Segundo especialistas, o desafio será equilibrar retorno aos acionistas com a adoção em larga escala pelos usuários finais.

Onda de IPOs em tecnologia

Além da OpenAI, a SpaceX protocolou pedido de IPO e já atraiu demanda superior a US$ 250 bilhões, enquanto a Anthropic também move processo confidencial para listar ações. Analistas apontam três fatores por trás do aumento de ofertas públicas: o novo ciclo de investimentos em IA, o interesse renovado do mercado em empresas de alto crescimento e a necessidade de capital para financiar expansões que ultrapassam os limites das rodadas privadas.

Com informações de Olhardigital

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Robson Lemes

Robson Lemes é especialista em tecnologia e criador de conteúdo focado em inovação, robótica e inteligência artificial. Como editor do Tecnologia Top, é responsável por trazer análises diárias e notícias de última hora sobre o mundo digital, sempre prezando pela precisão técnica e pelas diretrizes de transparência do jornalismo tecnológico.

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