A Samsung Electronics propôs um pacote de bônus de até R$ 2,1 milhões para cerca de 48 mil funcionários da sua divisão de semicondutores na Coreia do Sul, com o objetivo de evitar uma greve histórica prevista para este mês. Os trabalhadores reclamavam de um teto de remuneração considerado baixo e demandavam uma maior participação nos lucros da empresa.
Detalhes do acordo
Em negociação mediada pelo governo sul-coreano, a fabricante ofereceu gratificações anuais estimadas em US$ 340 mil (aproximadamente R$ 1,7 milhão), valor que pode chegar a US$ 416 mil (quase R$ 2,1 milhões) dependendo do cargo. A proposta inclui pagamento de bônus em dinheiro equivalente a 50% do salário anual e a criação de um fundo de ações financiado com 10,5% do lucro operacional anual.
Comparação com concorrente
O acordo mantém o custo por empregado abaixo do praticado pela rival SK Hynix, que concedeu bônus próximos a US$ 467 mil (mais de R$ 2,3 milhões) em sua divisão de semicondutores. Enquanto a concorrente permitiu que os funcionários escolhessem entre receber o valor em dinheiro ou em ações, a Samsung definiu que a maior parte dos bônus obrigatoriamente será paga em papéis da empresa, com prazo de validade de 10 anos e condicionada ao cumprimento de metas de lucro.
Divisão do fundo de ações
Segundo o The New York Times, 40% do total reservado em ações será distribuído igualmente entre todos os empregados da divisão de semicondutores. Os 60% restantes serão direcionados aos profissionais do setor de chips de memória, que atualmente lidera a receita da companhia, impulsionada pela demanda em inteligência artificial.
Reações e próximos passos
O anúncio do acordo trouxe alívio ao mercado financeiro, com as ações da Samsung na bolsa de Seul subindo 8,5% até atingir máxima histórica. Apesar disso, a concentração dos bônus na unidade de memória gerou insatisfação interna, levando alguns engenheiros a pedir demissão e migrar para concorrentes.
Imagem: Ap
Além disso, um grupo minoritário de acionistas ameaça recorrer à Justiça, alegando que a mudança nas políticas de distribuição de lucros e ações deveria ser submetida à aprovação em assembleia geral.
Os membros do sindicato têm até 27 de maio para votar a proposta. Segundo as lideranças sindicais, a tendência é de aprovação do acordo, encerrando a possibilidade de paralisação das fábricas neste momento.
Com informações de Tecnoblog

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