A chegada do primeiro smartphone dobrável da Apple está projetada para elevar significativamente o preço médio de venda (ASP) de toda a categoria. Segundo relatório da consultoria Counterpoint Research, o valor médio dos foldables deve alcançar US$ 1.485 em 2026, um aumento de 18% em relação a 2025 e de 29% comparado a 2024.
iPhone Ultra pode chegar a US$ 3.000
A alta no ASP está ligada à expectativa de preço do chamado iPhone Ultra. A IDC estima que o aparelho seja comercializado, em sua versão básica, por cerca de US$ 2.500, e que modelos com maior capacidade de armazenamento cheguem a US$ 3.000. Em conversão direta, sem considerar impostos ou taxas de importação no Brasil, esses valores equivalem, respectivamente, a aproximadamente R$ 12.975 e R$ 15.570.
Impacto no mercado de foldables
Com telas flexíveis e características premium, o iPhone Ultra deve ocupar o topo do segmento, superando concorrentes como Samsung, Huawei e Google. Como o formato “livro” já representa a maior parcela das vendas de dobráveis, a inclusão de um modelo tão caro tende a elevar o ASP de toda a categoria.
“A entrada da Apple no mercado de dobráveis também deve intensificar a tendência de alta no preço médio de venda, ao manter a atenção do mercado nos segmentos de preço elevado. Isso vai aumentar o interesse em continuidade de software, suporte a aplicativos e produtividade em todas as categorias de dobráveis, ajudando a estabelecer os foldables como um segmento de maior valor dentro do mercado de smartphones.”
Alta na média não implica reajuste imediato
Apesar do avanço na média, nem todos os modelos terão aumento automático de preço. Contudo, se o iPhone Ultra apresentar boas vendas nessa faixa, concorrentes podem aproveitar o momento para reposicionar seus lançamentos, elevando os valores de produtos como o Galaxy Z Fold 9.
Flips acessíveis e livros premium
O relatório aponta ainda que os smartphones com dobra vertical (flips) ficaram mais competitivos em preço, aproximando-se de topos de linha convencionais graças à entrada de novas marcas e ao ganho de escala. Já os dobráveis no formato “livro” mantêm-se premium, com telas maiores, dobradiças reforçadas e foco em produtividade.

Imagem: Imagem ilustrativa
Distribuição de preços
A distribuição por faixa de preço deve mudar de forma expressiva em 2026. Modelos entre US$ 1.600 e US$ 2.000 sairão de 30% para 58% da participação, enquanto unidades acima de US$ 2.000 devem cair de 3% para 2%.
Produção e alternativas para o consumidor
Segundo a Nikkei Asia, a Apple elevou a previsão de produção do iPhone dobrável de 7–8 milhões para 10 milhões de unidades, reforçando a confiança na demanda. Para quem busca uma opção premium antes de um possível reajuste geral, o Galaxy Z Fold 8, cotado em US$ 1.999, pode ser a última oportunidade nesse patamar. Outra estratégia é aguardar a chegada do Galaxy Z Fold 9 e aproveitar a desvalorização do modelo anterior.
Com o mercado atento ao lançamento da Apple, a próxima geração de dobráveis promete redefinir faixas de preço e reposicionar concorrentes.
Com informações de Mundoconectado


