O sistema Defesa Civil Alerta foi religado neste domingo (21/06), cerca de 36 horas depois de ter sido alvo de invasão que gerou disparos indevidos de notificações. A reativação foi autorizada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), responsável pela plataforma de envio de alertas emergenciais à população.
Com a retomada do serviço, o acesso ao DCA ficará restrito aos agentes do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). As Defesas Civis estaduais, que antes podiam acionar diretamente o sistema, agora deverão encaminhar pedidos de disparo ao Cenad sempre que houver necessidade de alertas relacionados a eventos climáticos extremos.
O alerta emergencial é enviado por meio da tecnologia Cell Broadcast, que entrega mensagens de texto e sinal sonoro diretamente aos celulares situados em áreas de risco, sem exigir cadastro prévio. Essas notificações são exibidas em destaque na tela do aparelho e podem ser emitidas mesmo com o celular no modo silencioso. Qualquer usuário presente no município atingido pode receber o aviso, independentemente do DDD de origem.
Segundo o coordenador-geral de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil Nacional, Tiago Schnorr, a equipe de Tecnologia da Informação do MIDR ainda realiza uma série de testes para garantir a retomada plena do sistema. “O importante é a gente voltar de uma maneira segura. Então não temos prazo, agora estamos justamente nessa etapa de testes”, explicou, em nota oficial.
As investigações sobre a invasão continuam em curso, sem confirmação de autoria ou detalhamento da dinâmica do ataque. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil informou ter acionado a Polícia Federal para apurar o caso e aguarda os resultados das perícias técnica e criminal.

Imagem: Ap
De acordo com reportagem do jornal O Globo, dois logins ligados a agentes do Pará teriam sido utilizados para disparar um alerta falso com a mensagem “misantropia” em celulares de seis capitais, de três estados e do Distrito Federal. Esse episódio motivou a revisão dos protocolos de segurança e o estabelecimento do controle centralizado, agora sob responsabilidade exclusiva do Cenad.
Com a restrição de acesso, o governo pretende aumentar o nível de proteção da plataforma antes de permitir que órgãos regionais voltem a enviar notificações diretamente pelos seus próprios logins.
Com informações de Tecnoblog

