Uma curva malfeita no condado de Denbighshire, no Reino Unido, quase custou a vida à motorista Natalia Sidorska, de 32 anos. Ao perder o controle do veículo, ela despencou cerca de 100 metros da via e passou por diversas capotagens até o carro parar e começar a incendiar.
Instalado a partir do iPhone 14, o sistema de detecção de acidentes da Apple identificou o impacto severo e, sem qualquer ação manual da motorista, acionou automaticamente os serviços de emergência. A chamada foi mantida mesmo com o veículo em chamas, garantindo que a localização precisasse não fosse perdida.
A equipe de resgate, composta por brigadistas e especialistas em operações de montanha, chegou ao local aproximadamente 20 minutos após o alerta. A ação ocorreu em plena madrugada, em uma área de difícil acesso e sem iluminação, o que teria atrasado muito o socorro sem o auxílio da tecnologia.
No momento do acidente, Natalia ficou presa entre o assoalho e o banco traseiro. Com muito esforço, ela conseguiu destravar as portas e se arrastar para fora do carro poucos segundos antes da explosão que consumiu toda a carroceria metálica.
Embora a motorista tenha escapado com vida, o impacto provocou fratura na perna esquerda e deixou sequelas permanentes na coluna vertebral e no tornozelo. Até o momento, foram necessárias três intervenções cirúrgicas e quatro meses de internação para tratamento das lesões.
O funcionamento do recurso de segurança baseia-se na combinação de acelerômetros capazes de medir forças G elevadas e sensores de pressão, capazes de distinguir um capotamento de uma frenagem brusca no tráfego regular. Desde 2022, todos os aparelhos da linha iPhone contam com esses sensores que monitoram mudanças súbitas de velocidade e posição.
Imagem: Imagem ilustrativa
O episódio de Natalia confirma a eficácia do sistema, sobretudo em situações remotas e sem testemunhas próximas. Sem o alerta automático do iPhone, seria praticamente inviável que a motorista conseguisse chamar socorro a tempo, dadas as condições adversas e a falta de mobilidade após o choque.
O caso também reforça a importância de tecnologias de assistência à vida em dispositivos móveis, especialmente em locais onde o resgate convencional demora a chegar. Em entrevista à BBC, Natalia declarou: “Sou grata à Apple pelo que o iPhone fez — não acho que teria conseguido ajuda tão rapidamente”.
Com informações de Hardware


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